3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil - Museu Exploratório de Ciências
Participantes da Olimpíada fazem entrevista especial
A história de nossa cidade esta presente na própria trajetória de vida de seus
moradores. Como exemplo,o relato do Sr. Waldemar Benati, serralheiro
especializado em consertos de utilidades domésticas.
Nascido no município de Valentim Gentil (SP) no ano 1930, seu Waldemar Benati,
chegou a Urupês no ano de 1942 com sua família.
Desde menino, já consertava objetos. Assim, com 12 anos tornou-se aprendiz em
uma oficina de serralheria, onde se especializou em consertos de utilidade
doméstica com (panelas, tachos, caldeirões, tampas).
Após ter se casado, saiu da casa de seus pais e montou sua oficina no fundo de
sua casa, onde até hoje trabalha ativamente.
Conhecidos por todos como “Waldemar folheiro”, ele nos conta que criou seus
quatro filhos com seu trabalho, e também os ensinou. Relatou que não tem horário
definido, pois trabalha desde o horário que acorda, até o último freguês ir
embora,assim, fez muitas amizades com seus fregueses ao longo de sua vida.
Ele tem muito orgulho de seu trabalho, e para ele é um passatempo.
Desta forma, percebemos quanto é importante resgatar esses relatos,pois eles nos
oferecem diferentes paradigmas em relação a historia oficial.
Linara e Celso da equipe Liga de Tróia junto ao Sr. Waldemar Benati e sua
esposa, no interior de sua oficina, em Urupês-SP- 06/09/2011.
Um olhar sobre os lugares do trabalho
Fachada da oficina São José especializada em pinturas de carrocerias, fundada em
1962, em Urupês-SP.
Instalada na cidade de Urupês em 1962, século XX, a Oficina São José foi
idealizada pelo Sr.Pedro Fregonesi, que vinha a atender o mercado crescente
dentro do município.
A oficina contava com 8 funcionários e 2 aprendizes,os quais tinham como o
ofício o restauro e a pintura de carrocerias de caminhões.
Na oficina desenvolvem o fileteado,arte criado na Itália e que chegou através de
imigrantes,espalhando-se rapidamente pela América do Sul ,onde cada país
imprimiu o seu estilo, tornando-se tradição .
O fileteado necessita de técnica,mas o Sr Pedro disse que aprendeu o ofício
desde cedo através da prática e é assim que ensina hoje seus filhos e
aprendizes.Para ele é necessário ter paciência e força de vontade,pois o
trabalho requer destreza e delicadeza ,pois os desenhos se repetem por toda a
carroceria e devem ser uniformes.
Privilegiando a crescente construção de rodovias dos pais estimulada pelo
governo durante o século xx, muitos urupeenses, que na pequena cidade tinham
poucas opções, partiam para o trabalho junto ao transporte e buscavam, assim,
imprimir a sua marca.
Neste sentido a oficina São José teve grande contribuição, no cenário do
município, pois era ali que, das mãos artistas, criavam formas idealizações de
sonhos, e que acabavam criando competições amistosas e impressões pessoais,
sobre cada um.
Ainda hoje, a oficina realiza sonhos, e mesmo com o aumento de transportadoras,
e o aumento de troca de carrocerias por “baú”, os quais oferecem maior
facilidade e segurança, a procura pelo serviço é grande. Vale lembrar que muitos
nostálgicos ainda buscam o trabalho da oficina que, estando sob a administração
do Sr.Pedro Fregonesi, conserva e transmite o oficio aos seus descendentes.
A Oficina São José, é um ponto tradicional da cidade, pois é local de encontro
de muitos caminhoneiros que. entre sorrisos e lágrimas,relatam suas diferentes
histórias,e que atualmente estão em busca da regulamentação da categoria,
“Pretendemos discutir frete, seguridade social, segurança, forma de remuneração,
piso salarial, atividade de risco, atuação da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), horas extras, periculosidade, insalubridade, adicional
noturno, ingresso na profissão, fortalecer as escolas técnicas com as verbas da
Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep) usadas na formação de
profissionais. Separando tempo de direção com carga horária e a regulamentação
da profissão”, afirma o parlamentar- Paulo Paim .Entrevista: como era o trabalho
naqueles dias
O trabalho artesanal, nas primeiras décadas do século xx, perdeu campo, devido à
industrialização, diante da nova possibilidade dos meios de produção e pelos
baixos preços de produtos em série, mas também fez o trabalhador buscar e ou
aceitar novas regras dentro do mundo do trabalho.
Percebe-se a valorização pelo trabalho artesanal neste início de século, devido
a novas formas de regulamentação das leis trabalhistas que estimulam o
trabalhador a buscar uma alternativa, onde este não seja tão explorado pelo
sistema capitalista.
Paradoxalmente, este trabalhador tem como objetivo passar da condição de
explorado á de explorador. Conforme Bosi (BOSI, Ecléa. Memória e sociedade:
lembranças de velhos. São Paulo: Cia das letras p.470-“O artesanato, por força,
recua e decai, e as mãos manobram nas linhas de montagem á distancia dos seus
produtos’.
Equipe aponta o que menos gosta e o que mais gosta na Olimpíada de História
Nós da equipe Liga de Tróia, destacamos positivamente o acesso aos documentos
diferenciados não presentes no cotidiano escolar que nos são apresentados
através da Olimpíada.
O aspecto desfavorável para a nossa equipe está relacionado ao tempo para a
realização das provas, que entre uma fase e outra, poderia ser maior.
Epígrafe
"Na manufatura e no artesanato, o trabalhador utiliza a ferramenta; na fábrica,
ele é um servo da máquina." Karl MarxVocês concluíram a tarefa com sucesso!
Alunos Participantes:
Linara Stefani Facini
Celso Luís Miranda Junior
Lucas Gatti


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