No dia 2 de junho de 2011, quarenta alunos das 6ªs séries da EMEF “Prof. Athayr da Silva Rosa” conheceram a Fazenda Pinhal no município de São Carlos (SP), tombada como patrimônio histórico nacional e considerada a mais importante da região, por se tratar da sede do fundador da cidade, o Conde do Pinhal, tenente-coronel Antônio Carlos de Arruda Botelho (1827-1901).
A visita foi coordenada pelas professoras de História Alessandra e Maria de Lourdes. Nesta oportunidade, os alunos puderam ver de perto uma fazenda de café sob os moldes do século XIX, próximo do ano 1840, com a casa-grande, a senzala, os terreirões, as palmeiras imperiais – das quais se originou o nome da Fazenda –, uma plantação de café, a ferrovia a alguns quilômetros dali e consideráveis particularidades do interior da casa do Conde e do vasto quintal em torno dela.
Os alunos aprenderam que o Conde do Pinhal, além de muito rico, tinha influência na política da época, quando o Brasil era governado pelo Imperador D. Pedro II, pois ele reunia-se em sua casa com adeptos do Partido Liberal. Nessa sala de reuniões, as mulheres não podiam entrar, haja vista que a política era dirigida somente pelos homens.
O Conde foi casado duas vezes e teve 13 filhos, sendo um do primeiro casamento. No segundo, sua companheira foi Anna Carolina de Mello Oliveira. A Condessa viveu 104 anos e ficou viúva por 45, conforme os alunos puderam ver nas fotos de dentro da casa. Os primeiros cômodos apresentam, em destaque, quadros de políticos da época. Em outras salas, destacam-se quadros da família. Convivem lado a lado, chamando nossa atenção, o luxo dos móveis – o porta-chapéus, os dois imponentes pianos, as louças bem organizadas nas cristaleiras, o grande relógio encostado na parede, os vistosos lustres e o telefone de duas partes, um fone para ouvir e outro para falar – e a situação constrangedora e inusitada da escarradeira e do penico, típicos do século em questão.
As pessoas não tomavam banho todos os dias. Quando tomavam, as mulheres o faziam dentro de casa, nas banheiras, com bacias, e, os homens, em um espaço fora de casa, onde dispunham de uma bica. Bem próximo à casa-grande, num corredor de água, as escravas lavavam as roupas da família do Conde. No quintal, uma escada de tijolos, estreita e comprida, por onde corre água límpida, era usada pela Condessa para fazer exercícios e diminuir as dores em suas pernas.
Esses são apenas alguns detalhes do que foi possível aprender com a visita por esta apaixonante fazenda do século XIX. Para os afrodescendentes de hoje, talvez seja triste relembrar o tempo da escravidão, mas, para quem gosta de História e deseja despertar o interesse dos alunos pela área, uma viagem assim poderia ser feita várias outras vezes.





Nenhum comentário:
Postar um comentário